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Crítica | Trama Fantasma

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Indicado a 6 Oscars nas categorias principais, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Diretor, Trama Fantasma é talvez um dos mais diferentes filmes da temporada. Dirigido por Paul Thomas Anderson, muito conhecido por seus filmes que fogem do lugar-comum como Vício Inerente e Sangue Negro, esse filme chega para reforçar o estilo diferente do diretor e enaltecer um dos melhores atores dos últimos anos, Daniel Day-Lewis, que entrega de forma impecável sua última performance no cinema.

Trama Fantasma vai contar a história de Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis), um renomado estilista inglês cheio de peculiaridades e comportamentos estranhos e a mulher que chega para balançar seu mundo inteiro, Alma (Vicky Krieps), com quem ele cria uma relação romântica completamente disfuncional, ao mesmo tempo que a usa como musa inspiradora.

Seguindo ainda o estilo de história e direção de Paul Thomas Anderson, o filme não tem um plot muito complexo e não se baseia em grandes reviravoltas ou pontos de clímax para contar o que quer. Somos apresentados a uma história de amor que vai ficando cada vez mais estranha até o ponto de incomodar o espectador, quando percebemos que aquilo é exatamente o que os dois personagens buscam.

Apesar disso tudo, o filme tem um ritmo bastante frenético, especialmente por conta da personalidade de Woodcock e de Alma, que tanto juntos quanto separados tem uma presença magnética que ajuda a impedir que o filme de 2h10 se torne maçante.

Antes que você perceba, você está envolvido naquela história que passa longe de romantizar qualquer relacionamento abusivo, mas que também não chega a condenar aquilo, ao mostrar que os dois personagens, dentro de suas próprias loucuras, encontram um certo equilíbrio e, por isso, funcionam muito bem juntos.

Contudo, Trama Fantasma também deixa a desejar no quesito da moda. É compreensível que essa temática não é a principal dentro do filme e até por isso acaba caindo em segundo plano em diversos momentos, mas alguns detalhes como a inspiração que Reynolds encontra em Alma e as mensagens secretas que ele deixa nas bordas de suas criações se perdem dentro da própria história.

Com uma recriação de época impecável, figurinos lindíssimos e vestidos mais maravilhosos ainda, o filme é com certeza uma aula de cinema sobre os elementos básicos e como torná-los o mais diferentes possíveis, ainda que navegando por dentro dos clichês já conhecidos.

Se você está familiarizado com o estilo do diretor, o filme com certeza tem muito mais a te oferecer do que alguém que desconhece seu jeito de apresentar uma história, mas também traz elementos clássicos do cinema “cult” que são bem interessantes para o espectador comum.

Trama Fantasma passa longe dos grandes blockbusters e filmes de herói, mas agrada por ser exatamente o tipo de filme que o Oscar e as outras premiações procuram. Um filme que anda pelas linhas certas de forma bastante torta e que parece igual a muitos outros que conhecemos enquanto se mostra bastante diferente em outros aspectos.

Trama Fantasma chega aos cinemas no dia 22 de Fevereiro.

 

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade