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Crítica | The Post: A Guerra Secreta

Crítica | The Post: A Guerra Secreta

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Como em toda época de premiações, somos presentados com filmes que são moldados exatamente para levar estatuetas para casa, e The Post: A Guerra Secreta segue exatamente essa linha. Dirigido por um gigante do cinema, Steven Spielberg, e estrelado por nomes como Meryl Streep, Tom Hanks, Sarah Paulson e Bob Odenkirk, The Post conta uma das histórias mais interessantes envolvendo políticas americanas, guerras e a liberdade de imprensa. A cereja do bolo é que a história ainda tem como personagem principal uma mulher, que foi a primeira editora-chefe de um jornal americano.

Em questão de qualidade técnica, o filme não deixa nada passar em branco: Atuações impecáveis, uma direção incrível, um roteiro forte e fotografia interessante. E talvez seja exatamente aí que ele erra, apesar de todos esses pontos altos, poucas coisas na história realmente surpreendem.

O maior problema é que a história começa bastante arrastada, tentando contextualizar o espectador em diversas questões e vão sendo trabalhadas durante o filme, mas que definitivamente são coisas que poderiam ter sido resolvidas mais rapidamente, para dar espaço a temáticas mais interessantes.

Apesar de ser um filme sobre a liberdade de imprensa, esse assunto quase não é colocado diretamente em pauta, servindo muito mais de pano de fundo para o clímax da história, que também demora a acontecer.

Os muitos personagens não facilitam o desenvolvimento de nenhum deles, especialmente a de Kay Graham (Meryl Streep) que parece mudar de uma mulher mais submissa e que não sabe se impor para uma com grandes frases de efeito. Talvez até mesmo essa personagem que guia a trama principal tenha ficado um pouco de lado na confusão de tantos personagens que precisam justificar suas aparições.

Apesar de engatar muito bem a partir do clímax, isso acontece só no terceiro ato, o que acaba deixando o filme bem lento e demorado durante os dois primeiros atos. A liberdade de imprensa, como já falado, é pouco discutida, os argumentos não são apresentados como se fosse esperado da audiência já entender tudo sobre o assunto, o que é bem verdade quando se está em uma cabine de imprensa, mas não tanto quando se pensa em uma sessão com público comum.

Além de tudo isso, a resolução e a forma com que ela é apresentada é bastante clichê e chega próximo de ser brega, o que também não agrada.

No fim, The Post: A Guerra Secreta tem uma história incrível, com atores e um diretor ótimos, mas que se focou em tópicos confusos e acaba entregando um filme não tão legal assim, e que perde feio para outros filmes parecidos, que tentam explicar um assunto que não é de domínio de todo o público de forma simplificada. O filme chega em 1º de Fevereiro no Brasil.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade