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Crítica | Maze Runner: A Cura Mortal

Crítica | Maze Runner: A Cura Mortal

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Em 2014, no auge das distopias adolescentes sendo adaptadas pro cinema, estreava Maze Runner, estrelado por Dylan O’Brien que tinha estourado por conta da série Teen Wolf, a franquia prometia e muito. Quatro anos e um acidente muito sério depois, chega a hora de finalmente descobrirmos como essa história termina.

Com um bom primeiro filme e um segundo bem fraco, ninguém sabia o que esperar de A Cura Mortal e a verdade é que ele funciona muito bem como um encerramento para os filmes, mas não tanto assim como um bom filme por si só.

As cenas de ação ficaram mais intensas ainda, com sequências que deixariam alguns Missão Impossível no chinelo, e tudo parece mais grandioso nesse filme. Explosões, tiros, carros, aviões e tudo que temos direito, a ponto de muitas vezes esquecermos que estamos assistindo a um filme feito para o público adolescente. Mas a realidade volta rapidamente quando os problemas apresentados pelo próprio roteiro são solucionados de formas absurdas e pouco críveis.

Bastante diferente do último livro, esse último filme é longo mas não chega a ser arrastado. Ele tem muita coisa pra contar, muitas informações para colocar o público a par e, na verdade, parece até corrido por escolher soluções muito simplificadas para cada vez que seus personagens se encontram sem saída nenhuma. No auge das distopias, ele teria sido dividido em duas partes, mas atualmente isso provavelmente nem faria sentido.

Apesar disso, o filme traz algumas boas surpresas, como a volta de um personagem que choca não só os integrantes do filme como a plateia que não seja familiarizada com a trama do livro, o que ajuda sim a deixar a trama mais interessante.

Talvez o maior problema seja que tudo beire o genérico. Muitas missões são feitas e algumas delas acabam não tendo utilidade nenhuma para a trama em geral. Tem tiro, porrada e bomba o tempo inteiro, a ponto de em alguns momentos você nem entender bem o que está acontecendo.

Com certeza é um filme que vai agradar muito aos fãs da franquia que esperaram tanto tempo para ver essa finalização nas telas de cinema, e Dylan O’Brien entrega uma performance boa, mostrando que ele tem muito potencial para filmes de ação, mas não é um filme que vai agradar tanto o público em geral, exatamente por parecer um filme como qualquer outro, que poderia estar finalizando qualquer franquia além dessa, inclusive ficando preso em alguns clichês do estilo.

A Cura Mortal é um filme bem feito e bem produzido, que cumpre seu papel dentro da franquia e promete ser o Blockbuster do verão, mas que nem de longe tem o brilho que o primeiro Maze Runner tinha. O filme chega aos cinemas no dia 25 de Janeiro.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade