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Crítica | O Rei do Show

Crítica | O Rei do Show

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2017 definitivamente foi o ano em que os musicais estouraram para o grande público. Começando com La La Land, o gênero se tornou bastante popular e atingiu grande parte das pessoas, mesmo aquelas que não entendiam direito o apelo de filmes onde os personagens começam a cantar do nada.

Mas para muitos, o filme não conta muito como musical por ter uma pequena seleção de musicas e elas realmente não serem tão parecidas com as de alguns musicais clássicos e, pra isso,  O Rei do Show vem para impactar o público de outra forma.

Apostando em nomes grandes como Hugh Jackman, que é mais conhecido como Wolverine mas começou sua carreira cantando e dançando, Zac Efron, queridinho do público mais jovem e Zendaya, uma grande surpresa desse ano, o Rei do Show traz musicas dos mesmos escritores de La La Land e um roteiro totalmente baseado na celebração do diferente na nossa sociedade, ou seja, uma fórmula de ouro que só poderia dar certo.

Seguindo a história de um personagem que existiu de verdade, P.T. Barnum (Hugh Jackman) decide criar um show de esquisitices para dar a sua família uma vida melhor, mas o que ele não desconfia é que ele próprio é um dos personagens principais desse show de aberrações.

As músicas, principalmente as cantadas em grupo, apaixonam e contagiam na primeira vez que as escutamos, com letras gostosas, que conseguem encontrar um meio termo entre o storytelling presente e o refrão chiclete que gruda na cabeça de todos. É impossível sair do cinema sem cantarolar This is Me.

Mas o destaque fica para o dueto de Zac Efron e Zendaya, que vivem um romance proibido pela sociedade pela diferença de cor da pele dos dois. Rewrite The Stars além de ser uma perfeita música pop chiclete, conta com uma cena romântica, simples, mas cheia de significados artísticos profundos, que colocam lágrimas nos olhos dos mais durões na sala de cinema.

Mesmo com um roteiro relativamente previsível, O Rei do Show tem sua dose de reviravoltas surpreendentes, mas em geral cai no clichê de filmes desse tipo, mas isso não desagrada, apenas não surpreende o tanto quanto poderia. Claramente a história fica em segundo plano e muitas outras coisas poderiam ser melhores trabalhadas, como a infinidade de personagens super carismáticos dos quais conhecemos muito pouco e que parecem estar ali apenas para fazer volume nas cenas em grupo.

Por outro lado, as músicas, coreografias e o clima do filme te abraçam e te carregam para dentro da história, a ponto de você só sentir falta disso quando começa a analisar mais profundamente o que acabou de assistir.

O Rei do Show é definitivamente um filme que agrada a todos da família e pode ser uma ótima porta de entrada para aqueles não tão familiarizados com o gênero musical, exatamente por apelar bastante para o lado pop das músicas.

 

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade