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Crítica | Jogos Mortais: Jigsaw

Crítica | Jogos Mortais: Jigsaw

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O oitavo filme da Franquia Jogos Mortais chega aos cinemas no dia 30 de Novembro de 2017, sete anos depois que Jogos Mortais: O Final foi lançado, e traz a grande questão: Ainda existe espaço pra essa franquia no cinema?

Consagrada pelos 3 primeiros filmes que traziam uma premissa diferente, um assassino que não mata suas vítimas e ainda assim consegue aterrorizar até os mais corajosos e as mortes mais sanguinárias desde a franquia Premonição, Jogos Mortais teve seus altos e baixos com seus sete primeiros filmes mas o final com certeza deixou a desejar, então quase não foi surpresa quando o oitavo filme foi anunciado.

Jogos Mortais: Jigsaw chega com vontade de celebrar a nostalgia e, quem sabe, trazer algo novo e que possa manter a franquia viva por mais muitos anos. Mas assim como os sete filmes anteriores, “Jigsaw” começa muito bem e perde o ritmo quando vai chegando ao final do filme.

No filme conhecemos os detetives Halloran e Keith, que se veem encontrando vitimas de um possível imitador do Jigsaw em diversos pontos da cidade. Também conhecemos Eleanor e Logan, que fazem parte do laboratório de autópsia da cidade e são os responsáveis por analisar os corpos deixados por esse suposto “imitador”.

Enquanto isso, cinco estranhos estão participando de um jogo assustador, dentro de um local super isolado e desconhecido por todos, como manda a premissa básica de Jogos Mortais.

E assim como diversos filmes da franquia, as mortes são sempre interessantes, os planos elaborados para punir aqueles que pecaram aos olhos de Jigsaw continuam inovadores, cheios de sangue e situações grotescas onde eles devem escolher viver ou morrer. Mas todo esse cenário não parece fazer parte do mesmo filme em que os detetives e os médicos de autópsia estão inseridos.

Os dois detetives, desconfiando de que aquilo poderia ser um imitador do Jigsaw e sabendo que algum “jogo” deveria estar acontecendo por ali, nada fazem para encontrar essas vítimas ou esse local do jogo. Talvez eles sejam os piores detetives que passaram pela franquia até agora.

Suas desconfianças repentinas de quem poderia ser o culpado também parecem ser completamente infundadas e jogadas no espectador apenas para que esse possa começar a procurar suspeitos. Personagens com muito potencial são completamente desperdiçados e injustificados durante a trama do filme que, no final, tenta se salvar com uma reviravolta desesperada e que não traz nada de bom para o plot do filme.

Ao final, Jogos Mortais: Jigsaw agrada pelas mortes sempre interessantes e decepciona bastante pela história fraca e mal elaborada, que deixa você com várias pontas soltas e que não fazem muito sentido quando se olha o quadro geral do filme.

É daqueles filmes para se divertir bastante no cinema, mas que falha ao tentar fazer jus a franquia que foi tão bem estabelecida pelos seus primeiros filmes, com tramas inteligentes e que deixavam o espectador ansioso para saber o final.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade