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Crítica | Thor: Ragnarok

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O terceiro filme do Thor dentro do Universo Cinematográfico da Marvel veio para provar que quem persiste sempre alcança. Ou chega bem perto de alcançar. Thor: Ragnarok teve trailers incríveis com um visual sensacional e uma vilã aparentemente muito boa interpretada pela Cate Blanchett, e entregou quase tudo o que foi prometido.

Para a alegria de muitos, as músicas do trailer foram bem inseridas dentro do filme, e Chris Hemsworth entrega uma performance memorável de um dos personagens mais icônicos dos quadrinhos da Marvel. O Thor está divertido do começo ao fim do filme, tentando não se levar muito a sério em nenhum momento.

O grande problema chega quando o filme e os próprios personagens tentam criar um clima mais dramático ou de tensão que acaba sempre sendo quebrado por piadinhas bastante mal colocadas e desnecessárias. A morte de dois personagens que deveria ser um momento marcante, acaba se tornando bastante tosco.

Essa mudança climática não faz bem ao filme como um todo que, num geral, parece não ter ritmo nenhum. A vilã fraquíssima não ajuda nada, já que em todas as cenas que ela aparece você tem a impressão de estar assistindo algo completamente diferente e, por muitos momentos, sem sentido.

Para as cenas de ação, a tendência continua a mesma: Vemos Thor em momentos ótimos, engraçado e dramático nas horas certas, finalmente tendo dificuldade ao enfrentar alguns inimigos e tendo que encontrar sua força interior depois que o Mjolnir é destruído. Um ótimo arco para um personagem que estava sendo bastante desperdiçado nos filmes anterior.

Em contrapartida, as cenas com a grande vilã Hela deixam bastante a desejar. Em alguns momentos frenéticos é bastante difícil entender o que está acontecendo e qual exatamente é o poder dela, sendo o único destaque a sua luta solo com Thor.

 

Mas o grande prêmio do filme vai para os personagens coadjuvantes, que dão tudo de si e entregam demais para o filme. Hulk e Banner parecem ter sido feitos para interagir com Thor e seu universo de Deus do Trovão, sendo que os dois tem uma química incrível e que funciona muito bem. Loki finalmente é incluído na trama de forma satisfatória e também dá o seu show particular durante o filme, como sempre.

 

O Grão Mestre e a Valquíria são só cerejas em um bolo muitíssimo bem confeitado. O grande problema é que o recheio, mais uma vez, deixa a desejar. A impressão que fica é que as duas tramas poderiam muito bem ter sido colocadas em dois filmes diferentes e talvez, com mais tempo de tela, elas teriam sido mais satisfatórias.

Enquanto as cenas de Sakaar são divertidas e envolvem o público, o drama de Asgard acaba puxando o filme para baixo, bem mais do que deveria. Mas no final das contas, Thor: Ragnarok é uma diversão que vale a pena e deixa o gosto de finalmente terem feito justiça a um personagem tão incrível do MCU.

Data de lançamento: 26 de outubro de 2017

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade