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Crítica | A Morte Te Dá Parabéns

Crítica | A Morte Te Dá Parabéns

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Dos mesmos produtores de grandes filmes de terror atual como Corra! e A Visita, A Morte Te Dá Parabéns vem para mostrar que mesmo usando diversos clichês de filmes de terror é sim possível fazer um filme ótimo.

Tree é uma estudante normal de faculdade que é obrigada a reviver o dia do seu aniversário várias vezes seguidas e sempre com o mesmo final: Ela sendo brutalmente assassinada por uma pessoa mascarada.

Em tempos de filmes de terror buscando ser o mais diferentes e inventivos possível, voltar a tantos clichês assim pode ser bem arriscado, ainda mais tentando emplacar um assassino mascarado que, claro, nos leva de volta aos tempos dourados do terror, com Pânico. Mas A Morte Te Dá Parabéns sabe misturar a quantidade perfeita daquilo que já vimos várias vezes com coisas que não imaginamos.

Além dessa mistura incrível, o filme ainda mescla perfeitamente o terror e os Jump Scare com uma comédia que é difícil de resistir, dentro de um universo adolescente e com quase nada de Gore.

Talvez seja o equilíbrio entre todos esses elementos que faça desse filme imperdível para os amantes do terror e que com certeza é capaz de divertir toda a família.

Além disso, a história inteira é carregada por uma protagonista ótima, interpretada pela novata Jessica Rothe, mas que promete muito depois desse filme. Se em momentos ela encarna a mocinha burra dos filmes de terror, em outros ela faz questão de mostrar o quão inteligente está sendo para conseguir se livrar dessa maldição que caiu sobre ela.

O ritmo do filme também agrada, por horas levando o espectador num clima de tensão e medo e por outras deixando a sala de cinema completamente leve e cheia de risadas e, inclusive, com aquele popular plot twist no final.

Esse é um filme divertido, que da vontade de ver de novo e de novo, que te faz querer participar da investigação e tentar entender quem é aquele assassino e quais são suas motivações, que, por sinal, são satisfatoriamente explicadas no final.

A duvida que fica mesmo é: Será que poderemos ver esse mesmo assassino em outros lugares, no futuro? A cara de bebe navega perfeitamente entre o curioso e o assustador, criando um ótimo assassino dentro de um ótimo filme de terror. 2017 realmente parece ser um ano feliz para os amantes do gênero.

 

 

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade