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Crítica | Blade Runner 2049

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Depois de várias versões (acredita-se que sejam 8!) e passados 35 anos de seu lançamento, eis que temos a tão esperada, a tão aguardada e tão cultuada sequência de Blade Runner: O Caçador de Androides.

Já afirmo com propriedade que Blade Runner 2049 não é para todos (mesmo assim vá ao cinema!). E diga-se de passagem: o primeiro também não… de uma recepção fria na época, e hoje com status de “cult”, o original praticamente definiu e tendenciou o que é a ficção cientifica até nos dias de hoje (acredite!).


Blade Runner 2049 recria organicamente de maneira primorosa e expande com qualidade absurda toda a atmosfera suja, poluída e caótica criada no primeiro, com uma fidelidade estética extraordinária. Visualmente a sequência é um desbunde a parte, é imersivo, contemplativo, uma pintura em movimento…

Se o primeiro Blade Runner aborda questões existenciais filosóficas e poéticas, 2049 segue com uma história muito mais simples e linear, por vezes “mastigadinho demais” (um dos pontos fracos do filme), dá algumas respostas deixadas no primeiro mas abre novas questões (o que me incomodou um pouco) para uma possível nova sequência (desnecessário).

Assim como o primeiro, 2049 é lento, desacelerado, não tem pressa alguma de contar sua história, o que pode incomodar um pouco pois o filme é longo (163 min.)

Ridley Scott acertadamente passa o bastão da direção nas mãos de Denis Villeneuve (de A Chegada, filme do qual carimbou sua direção para 2049) que faz aqui uma superprodução minuciosa, detalhada e, por que não, sofisticada assim como o primeiro Blade Runner de Scott (agora apenas como produtor).
As comparações com Mad Max: Estrada da Fúria (2015) são inevitáveis, porém, justas, no que se compete em que ambas são blockbusters fora de seu tempo, mas retornam atualizados com maestria única.


Ryan Gosling está perfeito, Ana de Armas é simplesmente linda, Jared Leto é uma incógnita e Harrison Ford é o Deckard mais velho e ponto.

Blade Runner 2049 não inova mas amplia conceitos do filme de 1982, não é perfeito, não é uma obra-prima mas deve sim, ser visto, conferido mas principalmente apreciado.

NOTA: 9/10

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Rodrigo Narimatsu Cinéfilo, Nerd, Geek, amante da Cultura Pop