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Crítica | Atômica

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Quando recebemos a notícia de que Charlize Theron iria protagonizar um filme de espiões durante a Segunda Guerra Mundial, no maior estilo James Bond com toque feminino, a gente não consegue conter a animação para o qual épico tudo isso pode ser. Mas o que acontece quando temos um filme com fotografia, trilha sonora e atuações impecáveis, mas que certamente peca em uma questão muito crítica: O roteiro?

Tendo visto muitos filmes de espiões ao longo dos anos e sido surpreendida por alguns deles mais recentemente, como foi o caso de O Agente da UNCLE e Kingsman, eu fui com o coração aberto para assistir Atômica. As minhas preces finalmente foram atendidas porque teríamos uma espiã mulher como personagem principal de um filme e, ao contrário do que vemos por aí, ela não seria intocável.

O filme realmente é incrível, Charlize Theron não decepciona nem por um momento ao ser aquela espiã mulher que esperamos por tantos anos. O tanto que ela apanha e bate de volta é incrível, as lutas são muito bem feitas e dão uma aula de cenas de ação pra muito filme por aí. A trilha sonora não fica muito atrás, ela navega por situações de tensão e cenas mais animadas, até o ápice de ser praticamente silenciosa durante algumas das cenas de luta mais intensas do filme inteiro. Ali, naquele momento, o silêncio representa a agonia porque não temos certeza de quem poderia sair como vitorioso naquela luta.

O filme guarda seus próprios segredos muito bem, porque em momento nenhum ele parece ser óbvio, e enquanto isso poderia ser resultado de um roteiro extremamente bem trabalhado, cheio de detalhes escondidos que conduzem uma história de espião como nunca vimos antes, é exatamente o oposto do que acontece: Atômica é imprevisível simplesmente por ter um roteiro bastante confuso que busca méritos em vários sem pé nem cabeça.

Enquanto um roteiro bem fraco não tira o valor de diversas outras coisas que fazem o filme ser realmente bom, essa falha definitivamente fica no caminho para que Atômica pudesse passar de um bom entretenimento para o tipo de filme que poderia ficar marcado na vida do espectador.

No final das contas, eu acredito que o filme merecia um roteiro bem mais poderoso, para que fizesse jus ao visual incrível, as atuações sensacionais e a trilha sonora maravilhosa. Atômica é o tipo de filme que nos faz sair do cinema como se algo estivesse faltando e a minha decepção acontece não porque ele seja um filme ruim, mas porque ele não conseguiu alcançar todo seu potencial.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade