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Crítica | O Mínimo Para Viver

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O Mínimo Pra Viver é um Original Netflix que mais uma vez aborda temas polêmicos, que atingem cada vez mais e mais jovens no mundo inteiro. Dessa vez, seguimos a história de Ellen, uma jovem que sofre de anorexia e está lutando para vencer a doença.

No começo do filme vemos Ellen receber alta de um hospital onde estava internada para receber ajuda, e vemos que até ali, nada do que ela tentou trouxe resultados verdadeiros. Sua madrasta busca uma última tentativa com um médico renomado e conhecido por só aceitar casos extremamente específicos.

O Doutor William (Keanu Reeves) aceita o caso de Ellen e a leva para uma imersão em uma casa cheia de pessoas com distúrbios alimentares dos mais diferentes tipos, o que já nos ajuda a ter uma visão bastante ampla da doença. Na casa temos, homens e mulheres, jovens e mais velhos e pessoas extremamente magras e mais gordas, exatamente para entendermos que esses problemas não são apenas o que imaginamos dentro dos estereótipos formados, mas que qualquer um pode passar por eles.

Além disso, o filme nos mostra as diferentes visões da doença, tanto das pessoas que passam por ela, quanto dos familiares que tem que lidar. Enquanto temos a madrasta de Ellen, que quer fazer de tudo pra ajudar a garota, sua mãe é mais ausente e se isenta da culpa, acreditando que não há nada que ela possa fazer, e o pai sequer aparece na história, se mostrando bastante intolerante pelo que acontece com a filha.

Também entendemos como o suporte familiar é importante para pessoas que passam por esse tipo de coisa, mas que o primeiro passo precisa vir dela mesma. Ellen só consegue melhorar quando ela percebe que quer viver e que quer realmente superar aquele problema. O ambiente externo definitivamente ajuda, mas a solução está numa combinação de diversas coisas diferentes.

Talvez o único ponto baixo do filme é a sub utilização do personagem de Reeves, o médico. Apesar de falar sempre de suas técnicas nada convencionais, elas não são muito exploradas ou explicadas no decorrer do filme, e isso é um ótimo potencial desperdiçado. Seria bastante interessante entender como aquilo se diferencia da forma com que as pessoas costumam lidar com essa doença, para que o próprio filme pudesse ser ainda mais didático para quem está mais distante do assunto.

No final, temos um filme interessante e com um ótimo ritmo, e que ainda nos traz um romance fofo, que ajuda a deixar a temática mais leve e mais próxima da nossa realidade.

Sem a romantização dos distúrbios, O Mínimo Pra viver nos mostra algumas cenas bem fortes e, principalmente, muitos gatilhos para pessoas mais sensíveis, mas que é um ótimo início para uma discussão mais do que necessária desse tipo de questão e que pode sim tornar o diálogo entre as pessoas muito mais simples.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade