Home Notícias Cinema Crítica | A Múmia (2017)

Crítica | A Múmia (2017)

0
0

Para muitos, a trilogia clássica da Múmia fez parte da infância, e, claro, estávamos muito animados para ver uma nova interpretação dessa história que é bastante interessante, apesar de sempre ter circulado pelo estilo trash de filme, muito mais do que o terror.

A Múmia de 2017 estreia com Tom Cruise e Russell Crowe no elenco, e em tempos de Vingadores e Marvel x DC Comics, ele vem moldado totalmente no estilo de filmes de super-herói, recheado de piadinhas a todo momento e com um universo inteiro integrado nos clássicos de terror, como Frankenstein e Jekyll and Hyde.

Enquanto a teoria é bastante interessante, na prática talvez não tenha funcionado tão bem assim. Seguimos Nick Morton, um general do exército com atitudes duvidosas e que só pensa em si próprio. Por acaso ele desenterra um sarcófago antigo, que foi isolado do Egito por conter uma princesa que foi destituída do seu cargo por traição.

A partir daí, Nick acaba se tornando o escolhido dessa princesa para dar vida ao deus da morte, enquanto ele tenta lutar exatamente para que isso não aconteça.

O grande problema do filme é se levar a sério demais, especialmente com as milhares de piadas inseridas em todo o tipo de contexto durante o filme. Claramente um blockbuster, ele tenta fazer o publico rir ao mesmo tempo em que tenta criar um cenário de terror e suspense no filme, e no final nenhuma das duas vertentes acaba funcionando muito bem.

Até a metade do filme as coisas parecem ir muito bem, especialmente quando outros personagens desse Universo Compartilhado aparecem, mas não são muito explorados. A partir disso, tudo vira uma confusão, com soluções simples demais para tudo que acontece e, na verdade, sem clímax que realmente agrade. As cenas de ação também deixam bastante a desejar, especialmente se considerarmos que nosso personagem principal é imortal e poderia apanhar muito mais veridicamente do que acontece no filme.

No final das contas, A Múmia é bastante divertido e entretém, além de abrir as portas para um universo cheio de potencial e que promete só melhorar com o passar dos filmes. O Dr. Jekyll parece estar em uma posição de Nick Fury, disposto a unir todos os Vingadores, então esperamos ver mais dele no futuro desse universo, além de é claro, mais dos nosso personagens introduzidos nesse filme.

Uma boa diversão em família, mas com certeza nada próximo do clássico trash que A Múmia de 1999 foi para a época.

Comments

Comentários

Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade