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Crítica | Tudo e Todas as Coisas

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Tudo e Todas as Coisas é a nova aposta de romance adolescente a chegar aos cinemas brasileiros, estreando no dia 15 de Junho, o filme é baseado em um livro do mesmo nome, escrito por Nicola Yoon.

Ele conta a história de Maddie, uma garota de 17 anos que possui uma doença imunológica raríssima que a impede de sair de casa, então ela vive trancada praticamente desde que nasceu. E apesar dos dias parecerem sempre os mesmos, Maddie aceita aquela vida sem reclamar, na maioria das vezes. Tudo muda quando Olly se muda para a casa ao lado e os dois começam a ter uma relação online, onde conversam todos os dias e todas as horas.

Apesar da premissa, o filme definitivamente não é daqueles que vai te fazer chorar por horas, mas sim te dar uma visão bastante otimista do que o mundo pode ser, mesmo se você não pode sair da sua casa nunca. Certeiramente direcionado para um público mais jovem, a história navega bastante por questões familiares, pelo primeiro amor e por uma personagem feminina bastante decidida, que escolhe arriscar tudo que ela já conheceu por amor.

Com algumas escolhas bastante diferenciadas no roteiro, o filme mergulha na imaginação da personagem principal, a fim de ilustrar as inúmeras conversas que Maddie e Olly tem durante o filme. Tudo é sempre lúdico e imaginativo e talvez em alguns momentos até a realidade pode parecer um tanto quanto fantasiosa.

Com uma ideia bastante interessante, o filme parece se perder do meio para o final, em uma tentativa bastante arriscada de fazer uma reviravolta surpreendente, mas que já da suas pistas durante o próprio filme, e nesse ponto as coisas parecem sair dos trilhos. Se inicialmente tínhamos relações criadas com cuidado e atenção, a partir desse momento tudo parece se resolver assustadoramente rápido, sem muita profundidade emocional e nem tempo para o próprio espectador compreender exatamente o que está acontecendo.

O próprio filme deixa seu ritmo para trás na tentativa de resolver todas as pontas soltas que haviam até ali, e a sua mensagem final, que poderia ser interessante, acaba ficando apenas um pouco confusa.

Tudo e Todas As Coisas tem um potencial enorme, com uma história interessante e divertida, mas acaba se perdendo em si mesmo e na vontade de entregar o máximo possível, de forma que tudo parece muito esquisito no final.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade