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Crítica | Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar

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Quase 15 anos depois do lançamento do primeiro Piratas do Caribe, o quinto (e teoricamente último) filme da franquia chega aos cinemas em 2017. A Vingança de Salazar traz uma nova aventura de Jack Sparrow ao lado de dois novos personagens e apesar de tanta coisa nova, a história parece só mais do mesmo.

Depois de um quarto filme desastroso, a franquia Piratas do Caribe esteve parada desde 2011, e a sua volta era bastante aguardada pelos fãs, até mesmo depois dos escândalos pelos quais Johnny Depp passou, desde violência doméstica, até não decorar suas falas. E apesar de não surpreender, o novo filme também não desaponta.

Primeiro, conhecemos todos os personagens e somos situados em suas história. Henry Turner é o filho de Will Turner (Orlando Bloom) e que fez da missão da sua vida encontrar o tridente de Posseidon, para libertar seu pai da maldição que o assola e poder unir sua família de uma vez por todas. Carina Smyth é a jovem cientista que se une a Henry em sua busca, pois ela acredita que aquilo é a única forma de se conectar com seu pai, que ela nunca conheceu. Jack chega para integrar o time, com objetivos duvidosos e piadas ruins, sempre fugindo de algum inimigo que ele irritou no passado.

O inimigo desse filme é o Capitão Salazar (Javier Barden) e, com certeza, é uma das melhores partes da história. Salazar foi amaldiçoado depois que Jack cruzou seu caminho e desde então ele aguarda ansiosamente pela hora da sua vingança, e ela chegou. Ele comanda um navio fantasma, cheio de tripulantes fantasmas e começa a assombrar o mar atrás de Jack Sparrow.

Com um começo bastante devagar, o filme passa muito tempo tentando situar todos os personagens e explicar seus objetivos e o que os levou até ali, sendo realmente chato, até o momento que eles de fato embarcam em um navio e tomam o mar.

Mas o problema é que nem assim o filme tem um salto alto de qualidade, em uma perseguição sem fim de gato de rato, os acontecimentos parecem corridos nos aspectos importantes e lentos demais em cenas que não precisariam nem existir.

Jack Sparrow apela novamente para as mesmas piadas de 15 anos atrás, sem compreender que seu personagem poderia ter evoluído pelo menos um pouco em todos esses anos. Henry e Carina são personagens muito interessantes mas que não tem nenhuma química juntos, o que dificulta bastante o ritmo do filme. Por fim, as cenas de ação deixam bastante a desejar e não parecem fazer jus a incrível trilha sonora clássica de Piratas do Caribe.

O quinto filme parece ser uma bagunça imensa com alguns toques de nostalgia, e que prometeu ser o último da franquia, mas termina com um gancho enorme para uma possível continuação na história, o que desaponta bastante.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade