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Crítica | Mulher Maravilha

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O filme da Mulher Maravilha é um dos melhores filmes de super-heróis já feitos na história, e o mais irônico de tudo isso é que é um filme sobre uma heroína.

Mas falar desse filme comparando ele com tudo que já existiu por aí no universo dos super-heróis é injusto e completamente fora do objetivo desse texto, então isso vai ficar para uma próxima.

Dirigido por Patty Jenkins, que está na missão de produzir esse filme há 13 anos e finalmente seu resultado chegou as telas de cinema, pronto para encantar fãs por todos os lados e, claro, orgulhar muito as mulheres por serem representadas de forma tão incrível no universo cinematográfico dos quadrinhos.

A direção se destaca absurdamente durante a história, especialmente quando pensamos na visão mais feminina e nada objetificante do corpo das mulheres que o filme apresenta. Inclusive, o único personagem que aparece pelado e tem piadas feitas sobre seu corpo é o Chris Pine, o homem.

A parte de tudo isso, Gal Gadot parece ter nascido para dar vida a nossa deusa amazona. Muito confortável na personagem, ela consegue ser bonita das formas mais simples possíveis e, na hora de lutar, consegue criar cenas que são quase hipnotizantes.

A história, apesar de simples por ser a origem de uma heroína, agrada e surpreende nos momentos certos. Com alívios cômicos e situações engraçadas que não parecem nem um pouco forçadas, mas sim totalmente naturais, a DC finalmente parece ter entendido como funciona a comédia dentro desse universo.

A química entre os dois personagens principais também funciona muito bem e a história de amor ali contada parece verídica e agrada bastante, sem roubar a cena dos momentos de ação que o filme também tem. O resultado final é um equilíbrio agradável entre tudo, personagens secundários divertidos e cativantes, e um vilão satisfatório, mas que poderia melhorar.

No topo de tudo isso, os diálogos são carregados no Girl Power, com críticas que vão desde a objetificação, passando pelos padrões impostos pela sociedade as mulheres e pelas relações de homens e mulheres e todos seus estereótipos.

Mulher Maravilha é um ótimo filme de herói ao mesmo tempo em que é um ótimo filme Girl Power, e isso é tudo que a gente podia querer dele. 13 anos depois, Jenkins surpreende os fãs com muito mais do que eles mesmos esperavam e Gal Gadot entra pra história ao retratar de forma tão magnífica uma personagem tão icônica do universo dos quadrinhos.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade