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Crítica | Colossal

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Depois da performance incrível de Anne Hathaway em Os Miseráveis, lá em 2012, a atriz ficou fora do circuito de filmes comercialmente relevantes, e, em Colossal, ela segue esse mesmo caminho.

Com uma premissa curiosa, Colossal vai contar a história de Gloria (Anne Hathaway), uma pessoa claramente perdida na vida adulta, sem emprego e que é colocada pra fora pelo seu então namorado, Tim (Dan Stevens) e acaba não tendo alternativa a não ser voltar para sua pequena cidade natal. Enquanto lida com seus dramas pessoais, um monstro gigante começa a atacar Seoul e Gloria percebe que ela mesmo é aquele monstro.

Com as metáforas bem claras para o espectador, vemos a personagem lutar contra seus próprios demônios, da bebida em excesso, da falta de comprometimento com a vida adulta e da assustadora realidade de ter que se virar sozinha e não saber como. Mas o ponto que talvez seja mais duvidoso da história é Oscar (Jason Sudeikis), um velho amigo de infância que se mostra bastante prestativo em ajuda-la nesse novo momento.

E por ajuda-la a gente quer dizer basicamente stalkear a garota a todos os momentos, surgir na sua casa no meio do dia para trazer presentes, oferecer um emprego que Gloria aceita sem entender exatamente os laços que está criando com esse cara estranho. E é aí que o filme fica duvidoso.

A história que se moldava de uma forma, toma caminhos inesperados e nem sempre o inesperado agrada. A sensação é que você assiste o filme inteiro tentando entender o que tá acontecendo e simplesmente não há resposta para essa pergunta.

Gloria e Oscar entram em uma guerra que vai tomando proporções assustadoras, quando a ameaça de um cara controlador e frustrado também envolve a vida de outras pessoas, do outro lado do mundo. E apesar das metáforas interessantes, que nos fazem enxergar como aquela pessoa que aparentemente é bacana pode ser o maior babaca do planeta inteiro, o filme termina da mesma forma que começou: Em lugar nenhum.

Apesar de tudo isso, ele entretém o suficiente para valer a pena a curiosidade despertada pela sinopse e pelos trailers e com certeza vai te surpreender em algumas reviravoltas, mas em alguns momentos você vai apenas ficar olhando o relógio e tentando entender o que exatamente ele vai adicionar na sua vida e, assim como na história, não há resposta pra isso.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade