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Crítica | Velozes e Furiosos 8

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O novo Velozes e Furiosos (sim, mais um) chega aos cinemas no dia 13 de Abril de 2017 e tem muito para provar depois do ultimo filme. Com uma carga emocional altíssima por conta de morte de um de seus atores principais, Paul Walker, Velozes 7 levou as pessoas ao cinema principalmente para que elas pudesse ver o ator uma última vez, em seu último trabalho. E por mais mórbido que isso possa parecer, realmente deu uma impulsionada em uma franquia que estava caindo aos pedaços.

Pulando para 2017, temos não só o oitavo filme, como também a certeza de pelo menos mais dois filmes, atingindo o total de 10. E, diferente do que imaginávamos, a morte do ator parece ter dado mais gás a eles. Mas será que deu mesmo?

O filme 8 vai mostrar uma história onde Don Toretto acabou por se rebelar contra sua família, deixando tudo que ele acreditava para trás para se aliar a uma vilã misteriosa. Sem saber exatamente o que está acontecendo, O Sr. Ninguém junta Hobbs, a família de Toretto e Deckard para irem atrás de Don e impedirem ele de acabar com o mundo.

Velozes abraça sua natureza trash e cria cenários praticamente impossíveis, permeados de muitas corridas de carros (e tanques e submarinos), manobras sensacionais e tiros para todos os lados.

E surpreendentemente o filme supera todas as expectativas e todos os filmes anteriores da franquia, com mais piadas, coisas mais absurdas e muito mais divertimento para o espectador, e depois de um filme com uma carga tão pesada quanto o 7, era exatamente isso que os fãs da franquia precisavam.

O que deixa a desejar nesse novo filme, infelizmente, é a presença e o próprio personagem do Vin Diesel. O ator deixou bastante claro o quanto fazer Velozes e Furiosos perdeu a graça para ele depois da morte de um grande amigo, com quem esteve junto durante todos esses anos. Não podemos culpa-lo, nem dizer que isso não era nenhum pouco esperado, mas Don perde bastante do seu brilho, dando espaço para que os outros personagens se façam mais presentes e bem mais interessantes.

E por mais que Toretto seja a cola que une todos juntos e, em geral, da um motivo para que eles corram atrás de seus objetivos em todos os filmes, depois de sair do cinema podemos contemplar um futuro onde Don não é mais necessário para a diversão que Velozes e Furiosos fornece para o público.

No fim do dia, o filme entrega tudo aquilo a que ele se propõe, aceitando seu objetivo e seu compromisso com seu fiel público, que já os acompanha há 16 anos e que torce por mais e mais anos com corridas insanas de carro e uma união de família como essa. Velozes 8 é um ótimo entretenimento e está disposto a te conquistar de uma vez por todas para essa franquia.

 

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade