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Crítica | Despedida em Grande Estilo

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Entre as milhares de comédias que chegam aos cinemas todos os anos, a gente sempre procura aquelas que vão se destacar, que não vão ser só um monte de piada empilhada, mas que vão falar com você de alguma forma e nisso, Despedida em Grande Estilo acertou em cheio.

O filme é dirigido por Zach Braff e conta um elenco de peso, com Morgan Freeman, Michael Caine e Alan Arkin, que vivem três amigos na melhor idade, que descobrem que suas pensões foram cortadas e que eles não tem dinheiro para chegar ao final do mês.

Usando um clichê básico da comédia, os personagens sem dinheiro, o filme começa acertando ao colocar três idosos passando por situações típicas de adolescente, mas com uma carga emocional muito maior. Joe, Willie e Albert tem problemas mais sérios na vida, enquanto um deles pretende manter a casa, o outro gostaria de passar mais tempo com sua família que mora longe e o terceiro ainda tem alguns problemas de saúde.


Joe está no banco durante um assalto e é daí que ele tira a ideia que vai ajudar ele e seus amigos a saírem do perrengue. Eles pretendem assaltar um banco e pegar todo o dinheiro que foi negado a eles.

Com piadas muito boas, atuações sensacionais e um dos planos infalíveis típicos de filme de comédia, Despedida em Grande Estilo acerta cheio em todos os lugares que pode. O ritmo agradável do filme vai te levando pela história daqueles três idosos que deixam qualquer assaltante de banco no chinelo.

O mais legal de tudo, é que mesmo sendo uma comédia, o filme passeia por entre assuntos muito sérios, como a negligência que os mais velhos sofrem na sociedade, tanto pelo governo quanto pelos próprios cidadãos, que acabam não valorizando o que aquela pessoa fez no passado e como ela não pode ser simplesmente apagada. Também fala bastante sobre amizade e família, e a importância de ter as pessoas que se gosta por perto, porque a gente nunca sabe os rumos que a vida pode tomar.

No maior estilo comédias clássicas, o filme entrega tudo que promete e um pouco mais, com algumas cenas até mais emocionantes no meio de todas as piadas. Então, no fim, ele é um típico e gostoso filme de sessão da tarde, para assistir com toda sua família e, claro, se você for sortudo o suficiente, com seus avós.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade