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Crítica | Fragmentado

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Do mesmo diretor de A Vila e o Sexto Sentido, Fragmentado chega aos cinemas no dia 23 de Março e promete ser mais um dos filmes bombásticos de M. Night Shayamalan.

Fragmentado é estrelado por James McAvoy que interpreta Kevin, um cara com distúrbio, que tem 23 personalidades dentro do próprio corpo. Kevin sequestra três jovens garotas e as mantem refém em sua casa, e então elas começam a perceber que algo está errado com ele, quando surge com roupas e feições totalmente diferentes, falando das outras personalidades na terceira pessoa.

Um filme com uma premissa dessa tinha dois caminhos óbvios: Ou seria muito ruim, ou seria um dos melhores filmes do ano. E nas mãos de Shayamalan, ele cai facilmente na segunda categoria. O filme te envolve e te carrega pra dentro da história, com uma trama pesada e profunda, que lida com temas nada fáceis de uma forma incrível e com um final mega surpreendente.

Para não estragar a experiência cinematográfica de vocês, não vamos entrar em muitos detalhes sobre a história do filme, porque esse com certeza é um daqueles que você precisa ver sabendo o mínimo possível.

Mas o que podemos contar é que, as personalidades que aparecem no filme são muitíssimo bem exploradas e apresentadas, e McAvoy da um puta show de interpretação, mostrando realmente que estava engajado em todos os papeis que se dispôs a fazer. Kevin e suas personalidades não são fáceis e são cheios de defeitos, e são nesses momentos que conseguimos entender como o trabalho de um ator pode ser difícil.

Além disso, o diretor e o próprio ator tomaram uma curiosidade muito grande pelo assunto do distúrbio de personalidade, e foram a fundo estudar tudo aquilo que cercava esse problema na vida real, para trazer para a tela tudo que fosse mais próximo da realidade, por mais que se parecesse com ficção o tempo todo.

Eles explicam de forma extremamente didática como funciona esse distúrbio e ainda encontram tempo para colocar questionamentos sobre a aceitação de pessoas com essa condição pela sociedade, em como a maioria duvida que isso seja real e em como essas personalidades acabam sendo realmente pessoas diferentes, e não simplesmente a mesma pessoa com um humor diferente.

O filme lida perfeitamente com problemas mundanos e reais, joga luz em traumas e pessoas que não são perfeitas aos olhos da sociedade, e passa uma mensagem muito forte e necessária de como as pessoas quebradas não são menos do que alguém que nunca passou por um grande trauma na vida.

Em uma época onde a maioria das pessoas passa por problemas mentais e psicológicos, um filme sobre esse, que entretém, diverte, assusta e ainda conscientiza da melhor forma que o cinema pode proporcionar é um obrigatório a ser assistido por todos, analisado e absorvido com calma e compreendido por tudo que ele é.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade