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Crítica | Power Rangers

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Chega aos cinemas no próximo dia 23 o Remake da clássica série de Power Rangers. Os super-heróis mais nostálgicos da nossa infância voltam para uma promessa de sete filmes, dependendo bastante da aceitação do público nessa estréia.

Power Rangers vai contar a história de cinco jovens, que descobrem poderes especiais, a capacidade de adquirir uma armadura e poder entrar em combate com as forças do mal. Com um roteiro bastante previsível (e bastante baseado no original) o filme entretém de forma divertida e nos lembra bastante dos anos de ouro da televisão brasileira.

Abraçando o lado trash, que dava todo o clima especial a série original, o novo filme tem sucesso em se colocar entre um filme de super-herói completamente nostálgico. Sem tentar deixar a coisa atual demais, mas também sem se prender completamente em suas raízes, o filme é uma boa surpresa para aqueles que passaram a infância trocando cabeça de bonecos e brigando para ser o líder dos Rangers.

Mas muito se engana aqueles que pensam que o filme não agrada aos rostos desconhecidos. No meio dos adultos, as crianças deliram e torcem para que os Rangers consigam entender seus poderes e tudo que são capazes, e esperam que eles superem as barreiras impostas e consigam o seu final feliz.

Com cinco personagens de todas as etnias e estilos, Power Rangers é, com certeza, o filme da inclusão. Buscando mostrar ao público todo tipo de personagem, eles dão os poderes aos cinco jovens excluídos da escola, cada um com seu motivo, sua história profunda e sua vontade de mudar. Eles mostram que encontra sua turma, os seus Rangers, te ajuda a seguir em frente, a superar seus problemas e a ser sempre mais forte. Com uma amizade quase palpável, o filme da uma lição de criar bons relacionamentos em 120 minutos que muitos outros poderiam aproveitar.

No final das contas, Power Rangers fala sobre amizade e sobre estar aí para os seus amigos de verdade, sobre aceitar seus defeitos e buscar sempre o melhor de si mesmo. E entrega tudo isso. As lutas contra monstros gigantes e super vilãs caem em um segundo plano delicioso, especialmente quando ouvimos a música tema tocando ao fundo e nosso heróis prontos para a luta.

Rita Repulsa é também uma atração a parte. Assustadora e muito diferente do que estamos acostumados, a releitura agrada aos fãs, apesar dela também ter seu lado super pastelão e exagerado. Elizabeth Banks foi uma escolha perfeita para a primeira vilã da nova franquia, que não podia brilhar demais e nem de menos.

Com potencial de sessão da tarde, Power Rangers entrega exatamente o que prometeu: Um filme divertido e que não se leva a sério, que entendeu exatamente o equilíbrio entre o trash nostálgico e o atual e que consegue trazer o público fiel e um novo publico, pronto para ser moldado mais uma vez pelos nossos heróis mirins que tanto amamos.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade