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Crítica | A Bela e a Fera

Crítica | A Bela e a Fera

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A Bela e a Fera é um dos clássicos mais clássicos da Disney. O desenho de 1991 deu vida a uma das princesas mais populares do estúdio, que inspirou dezenas de garotas que cresceram nos anos 90 e com certeza fez parte da infância de muita gente. Quase 30 anos depois, é chegada a hora do desenho vira Live Action pelas mãos da própria Disney e a grande duvida é: Funcionou?

O filme vai contar a história de Bela, uma garota que vive em um vilarejo no interior da França, entediada com a sua vida provinciana e considerada esquisita por todos os outros por viver com a cara enfiada em livros, já que ela acredita que consegue viajar milhões de quilômetros através das páginas de uma boa história. O pai da Bela é a única família que ela ainda tem, e depois de algumas confusões ele acaba sequestrado pela Fera, a garota se oferece para trocar de lugar com seu pai e ficar trancafiada ali por toda a eternidade e é isso que acontece.

A Fera na verdade era um príncipe muito grosseiro que acabou caindo na maldição de uma bruxa e somente o amor verdadeiro seria capaz de trazê-lo de volta. Seus criados também foram levados na maldição e o castelo inteiro possui objetos vivos, que cantam e dançam.

E bom, a história vocês provavelmente já conhecem, então vamos partir logo para o que interessa. O filme não é ruim, longe disso. Ele na verdade é bem bom, mas ele também é uma cópia completa do desenho original e ao mesmo tempo que isso é bom, isso também prejudica ele em muitos aspectos. Quem conhece e ama o original não vai substituir o seu amor por algo novo, a pessoa precisaria de elementos extras para que o Live Action crie importância e gere laços com seus espectadores.

A história é extremamente emocionante, mas porque ela conta sobre superação, amor verdadeiro, aceitar seus defeitos e a importância de ser bonito por dentro e não só por fora. E é difícil criar afeição por esses personagens de carne e osso. Por mais bem desenvolvidos que eles sejam, eles não transmitem a emoção que o desenho original possuía e aí está o primeiro defeito do filme.

A fotografia é muito bonita, as músicas são emocionantes e envolventes, com bastante destaque para as músicas em que o Gastão aparece (e rouba a cena). Até mesmo as músicas criadas exclusivamente para esse filme adicionam coisas interessantes e nunca vistas a história. Pela primeira vez podemos entender o background que envolve nossos dois personagens principais, o que aconteceu com suas famílias quando eles eram mais novos que os levou até aquele momento e isso é incrível. Afinal, como desenho, muitas coisas podem passar em branco, mas dentro de um filme tudo precisa ser corretamente amarrado e eles entregam isso muito bem.

E é agora que vem a parte complicada da crítica: Com tudo isso de coisas boas, como ele pode ter deixado a desejar? Muitas pessoas estão amando o filme! E sim, isso é verdade. Muita gente está amando o filme porque ele é uma cópia do desenho original. Sendo essa cópia, com apenas algumas pequenas diferenças, ele não envolve por si só. Ele envolve porque estamos vendo a história que amamos mais uma vez. É como rever o original, sem uma boa parte da emoção e da magia. E é claro que isso também varia de pessoa para pessoa: É um ótimo filme, mas saiba exatamente o que você vai encontrar no cinema, para não se desapontar e poder curtir. Não é uma questão de reclamar se a Disney faz igual e reclamar também se faz muito diferente, mas é sentir a magia no conjunto da obra, a mesma magia que garantiu um lugar vitalício para a Bela e a Fera de 1991 entre os melhores clássicos Disney.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade