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Crítica | xXx: Reativado

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Em 2017 recebemos o novo filme da franquia XXX, chamado de XXX: Reativado e estrelado por ninguém menos do que Vin Diesel, no papel de Xander Cage. A história vai seguir a saída dele do exílio e o seu retorno ao grupo XXX, já que uma nova ameaça mundial surgiu: A Caixa de Pandora. Um poderoso artefato capaz de derrubar qualquer satélite que esteja na órbita da terra e que, se cair em mãos erradas, pode causar uma destruição em massa da humanidade.

Vin Diesel esteve no Brasil em Dezembro, durante a Comic Com Experience e se mostrou extremamente animado para o filme, repetindo mais de uma vez que estava ansioso para voltar a fazer uma franquia onde ele pudesse se divertir (Falando de Velozes e Furiosos, depois da morte de Paul Walker, um de seus amigos mais próximos).

E assim como Diesel, nós também buscamos assistir esse filme atrás de diversão, de uma risada ou outra e muitas cenas de ação absurdas, que realmente só poderiam acontecer em um filme como esse.

O filme tem bastante a pegada de Velozes e Furiosos, tal qual a de seus dois filmes antecessores, com bastante foco em armas, tiros, explosões, bombas e na perpetuação de que Xander Cage (Ou Vin Diesel) é o cara mais incrível que já andou nessa terra e, quanto a isso, eles não perdem a chance de repetir o filme todo.

Apesar disso, também temos três personagens femininas bem diferentes e que, por muita sorte, não caem muito no clichê de mulheres nesse tipo de filme. Temos Deepika Padukone como Serena, o que chamaríamos de heroína da história, que acredita que ninguém deve ter o poder da Caixa de Pandora e que, claro, acaba sendo o interesse romântico de Xander. Temos Ruby Rose como Adele Wolff, a atiradora de elite que está sempre ao lado de Cage, cuidando da retaguarda. E temos Nina Dobrev como Becky, a Geek que cuida de toda a parte tecnológica do grupo, desastrada e que não sabe nem como mexer com uma arma.

Apesar de serem personagens femininas fortes e interessantes, as três acabam orbitando em volta de Cage durante o filme todo, quando poderiam muito bem ser um pouco mais independentes, com muito destaque para uma das cenas de luta, onde Serena e Adele estão juntas derrubando um monte de caras ao mesmo tempo e, claro, a cena cômica de Becky usando uma arma e só conseguindo se salvar por pura “sorte”.

O filme, apesar de bastante divertido, peca muito na questão de ter muitas piadas machistas e se usar de estereótipos quase o tempo todo, coisas que poderiam muito bem ser evitadas e que com certeza aumentariam a qualidade do filme bastante. Afinal, está na hora de Hollywood (e o próprio Vin Diesel) entender que muitas mulheres gostam desse tipo de filme e gostariam de personagens que as representassem e não que somente existissem para agradar o personagem principal.

Todas essas questões, somadas ao machismo que Vin Diesel mostrou quando esteve no Brasil e foi entrevistado por uma jornalista brasileira, me fazem ter um pé atrás com o filme. A questão não é o filme ser trash ou ser ruim, porque na verdade ele é muito bem feito, é mais uma questão dele bater nessa tecla machista e exagerada quando poderia muito bem ser um super filme de ação que fosse entretenimento para todos, tanto homens quanto mulheres e talvez seja isso que Diesel ainda falha em entender sobre o mercado que ele gosta tanto.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade