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Crítica | Assassin’s Creed é um novo começo para os filmes de games?

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O que acontece quando uma das mais populares franquias de games resolve fazer um filme live-action inspirado nos seus jogos? Pois é, já conhecemos essa história. Será então que Assassin’s Creed chega para quebrar essa terrível maldição que nos assola desde os tempos do famigerado encanador italiano bigodudo?

Assassin’s Creed não é só mais uma tentativa de levar os games as telonas, ele é uma aposta em uma franquia que possuem um dos backgrounds mais ricos dos vídeo-games com um universo que se confunde com a história da humanidade. Passar todo conteúdo e explicar o contexto de um jogo com dezenas de horas de gameplay para um filme de 2 horas não é lá um desafio muito fácil.

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A missão de sintetizar a trama de Assassin’s Creed caiu nas mãos do diretor Justin Kurzel e sua trindade de roteiristas composta por Adam Cooper, Bill Collage e Michael Lesslie.  A saída lógica era seguir a mesma fórmula dos jogos e dar início ao universo cinematográfico dos assassinos contando a história de um assassino, ora bolas…

Então, vamos lá! No filme de Assassin’s Creed tudo que soa familiar aos fãs da franquia está onde se espera. Templários Vs Assassinos, Abstergo e seu projeto Animus, conflitos históricos e por aí vai…

Só que nem tudo funciona como imaginamos. A Abstergo tem motivações um pouco diferentes às que conhecemos, a inserção no Animus se tornou um pouco mais hardcore com uma pegada meio Matrix com simulações do passado no mundo real através de hologramas e um braço robótico gigante que auxilia na experiência.

Viajar para o tempo dos seus antepassados através de memórias inseridas no seu DNA parece divertido, mas na real é bastante doloroso e perigoso.

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O longa tenta explicar todo o contexto que motiva o conflito entre Templários e Assassinos. Mas já não bastasse a história do protagonista Callum Lynch (Michael Fassbender) ficar mal explicada, o plot central e as motivações também se perdem em meio a tantas tentativas falhas de explicar o que está acontecendo.

Os espectadores que tiverem pouco conhecimento do universo de Assassin’s Creed terão dificuldades em entender o porquê do conflito e rapidamente verão interrogações em suas cabeças. Nada parece muito tangível e chegamos até a nos decepcionar por esperar que o foco do desenrolar dos acontecimentos seja dentro da realidade simulada do Animus, quando na verdade o que interessa está do lado de fora.

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É claro que algumas coisas se salvam, o longa é muito bem produzido. Quando estamos no Animus sentimos a essência de Assassin’s Creed. Parkour para todos os lados, assassinos saltando de mirantes altíssimos, execuções com Hidden Blade e lutas bem coreografadas.

A tradicional cena do vôo da águia dando panorama é muito usada no filme para transições e planos sequência maravilhosos que nos mostra os cenários da inquisição espanhola.

No restante, temos um filme de ação estático que não convence nem com suas atuações, nem com sua história. Há pequenos momentos de empolgação que dão uma compensada no longa. Não é de todo ruim e ainda está a frente da maioria dos filmes baseados em games que existem por aí.

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Com Michael Fassbender, Marion Cotillard, Michael K. Williams, Jeremy Irons e Brendan Gleeson, Assassin’s Creed estreia nas terras tupiniquins em 12 de janeiro.

 

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Will Brandini Um urso, discípulo de Zé Colméia, assaltante de pipoca de cinema que tenta falar nerdices com alguma autoridade enquanto foge do Guarda Smith.