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CRÍTICA | Rainha de Katwe

CRÍTICA | Rainha de Katwe

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Rainha de Katwe é um filme da Disney diferente de tudo aquilo que estamos acostumados a ver do estúdio e talvez, exatamente por isso, ele seja tão incrível! O filme é baseado na história real de Phiona Mutesi, uma garota da Uganda que descobriu uma verdadeira aptidão para jogar Xadrez.

Phiona cresceu numa parte extremamente pobre do país, e sua mãe, interpretada pela maravilhosa Lupita Nyong’o, não tinha condições de enviar nenhum de seus filhos a escola. Mesmo com a situação precária, Phiona acaba conhecendo Katende, que faz parte dos missionários, um grupo que ensina esportes para essas crianças sem condição, e é por conta dele que ela é apresentada ao Xadrez.

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Apesar de nunca ter jogado, Phiona demonstra uma habilidade natural para entender as lógicas e estratégias do Xadrez, e é a partir disso que a história do filme se desenrola, misturando as dificuldades da garota tanto em relação ao jogo quanto a sua vida com sua família.

Todos os personagens apresentados tem seus próprios desafios pessoais para superar, e isso talvez seja a melhor parte do filme, pois nos possibilita entender como um esporte, dentro de uma comunidade pobre, pode mudar muito mais vidas do que imaginamos. O filme nos ajuda a colocar em perspectiva uma vida que talvez, muitos de nós, nem imaginam que existe, e só por isso, ele merece ser visto.

 

É incrível assistir toda a evolução da jovem Phiona, que se tornou a garota mais nova a levar seu país para as Olímpiadas de Xadrez, com apenas 14 anos. Mas mais incrível ainda é ver o impacto que essas mudanças tem em sua mãe. Lupita está impecável no papel, como sempre, e nos faz dar mais valor ainda por todo o esforço que as mães solteiras fazem por seus filhos, querendo sempre o melhor para eles. Se no começo a personagem não entende a importância do Xadrez, no final somos surpreendidos pela torcida emocionante dela em prol de sua filha. As conquistas de uma com certeza se tornam as conquistas da outra.

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Outro personagem interessantíssimo é o treinador, Katende. Robert faz parte dos missionários enquanto aguarda um emprego melhor, na sua área de formação. Com o passar do filme, fica claro que ele não poderia fazer nada diferente de ajudar crianças necessitadas através dos missionários, Robert nasceu para mudar a vida de muitas crianças através dos esportes, e é isso que ele faz.

Por fim, a própria Phiona é um grande exemplo de superação e evolução, uma menina que cresceu sem nenhuma oportunidade, conseguiu trilhar seu caminho e mudar, não só sua própria história, mas a de muitas outras crianças que viriam depois dela. Além de trazer muita alegria ao seu país e sua comunidade através do Xadrez e suas inúmeras medalhas e troféus, Phiona joga uma luz a grande desigualdade social que ainda é extremamente real nos países mais pobres, nos fazendo pensar muito sobre nosso próprio papel dentro da sociedade.

O filme fecha um círculo perfeito, e é daqueles que não só mostra como pequenas coisas podem mudar vidas de uma forma incrível, mas também traz empoderamento feminino dentro dos esportes e na vida real. Rainha de Katwe é uma história linda e incrível, que nos faz acreditar um pouco mais na humanidade e na melhoria do mundo daqui pra frente, mesmo que seja a passos lentos.

O filme chega aos cinemas brasileiros dia 24 de novembro de 2016.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade