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CRÍTICA | Horizonte Profundo: Desastre No Golfo

CRÍTICA | Horizonte Profundo: Desastre No Golfo

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Horizonte Profundo: Desastre no Golfo é um filme baseado na história real do acidente da estação de exploração de petróleo que explodiu no meio do Golfo do México, causando o maior desastre petrolífero da história do Golfo, causando danos irreparáveis ao meio ambiente daquele local. 

O filme é uma dramatização dos acontecimentos que levaram a explosão da base, e conta com Mark Wahlberg como personagem principal, além de Kurt Russel, Gina Rodriguez e Dylan O’Brien.

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Como qualquer filme de desastre, todos os acontecimentos vão construindo uma situação que claramente vai ser tornar insustentável a ponto de gerar o acontecimento principal, e como todo filme de desastre, ele entrega uma clara tensão ao espectador, com cenas mostrando coisas que potencialmente poderiam levar a explosão principal.

A construção da história é muito boa, e a solução que os roteiristas encontraram para explicar como funciona essas estações de extração de petróleo de forma correta e sem ficar chato, também foi ótima. A filha do personagem principal está fazendo um trabalho para a escola e precisa explicar o que o pai dela faz, então em uma linguagem simples de criança, ela faz você entender todos os detalhes e entender exatamente o que poderia dar errado.

Infelizmente os problemas se apresentam quando a explosão começa a acontecer. Ela se dá em dois ou três momentos diferentes, que culminam no desastre de fato, mas como existe a presença de lama dentro da estação, muitas das cenas de ação acabam ficando encobertas e sem sentido no meio de tanta lama, e o espectador fica sem entender o que está acontecendo exatamente, até que o momento passa e a ação do filme se perde quase inteira.

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É claro que para um filme que é todo baseado no desastre, na ação, isso é bem ruim. Apesar de bem feitas, as cenas ficam confusas até mesmo quando não há lama, porque há fogo, ou poeira ou simplesmente a luz não funciona, e enquanto eles tentaram usar isso para gerar um clima de tensão e desespero, isso acaba não funcionando.

E antes que você perceba, o filme chegou ao fim, as cenas de ação acaba, e você fica com aquele clichê de filmes de desastre, das famílias se encontrando, descobrindo quem sobreviveu. Por fim, temos uma homenagem as 11 pessoas que morreram no desastre real, contando exatamente o que aconteceu, como todo bom filme baseado em uma história real. No final, parece que falta alguma coisa pro filme ser realmente envolvente, você termina com a sensação de que não conseguiu entrar na história, o que é uma pena para um filme que deveria ser tão pessoal.

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Alice Aquino Paulistana, fotógrafa, viciada em séries de tv e filmes, não dorme sem o Steve Rogers e o Tony Stark de pelúcia do lado e no tempo livre faz faculdade de Publicidade