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Crítica | Star Trek: Sem Fronteiras mostra o que a franquia tem de melhor

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Star Trek: Sem Fronteiras, o terceiro filme da nova franquia de Star Trek que, mesmo não contando mais com J.J Abrams na direção, acerta o ponto.

Star Trek: Sem Fronteiras carrega consigo muito mais a essência de Star Trek do que seus outros dois antecessores. O longa é quase que um episódio da série clássica da franquia com todos os recursos e sofisticação de um blockbuster moderno.

Todas as características marcantes de Star Trek estão presentes no filme. Diferente dos outros longas da nova franquia, há um grande foco no elenco coadjuvante, isso deve-se principalmente ao co-roteirista Simon Pegg, que além de escrever o filme, também interpreta o engenheiro Scott. Todos os personagens secundários da trama receberam uma forcinha de Simon ao possuir seus 15 minutos de brilho.

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Em Star Trek: Sem Fronteiras passamos mais tempo fora da Enterprise do que dentro. Grande parte do filme se passa em terra, um fato pouco comum na franquia até então. A história se desenvolve com imensa fluidez. No segundo ato do longa a trama passa a ser dividida em duplas, tonando possível um aprofundamento maior em cada um dos personagens e as relações com seus parceiros de missão.

Essa estratégia é um dos pontos fortes do filme, pois retoma situações nostálgicas de Star Trek como a relação complicada entre o Oficial Médico da Enterprise, Leonard McCoy e Spock. Constrói-se aí uma base sólida para o humor tornar-se um dos maiores atributos de Star Trek: Sem Fronteiras.

O estágio avançado de intimidade entre os personagens permite uma abordagem muito mais sutil nos diálogos e situações. É possível entender todo o funcionamento da Enterprise e a importância de cada tripulante dentro da nave.

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Justin Lin, o responsável por substituir J.J Abrams na direção, agrega muito mais que seu antecessor. O visual do filme é mais limpo, nada de feixes de luz em todos os cantos e há uma sutileza venerável no desenvolvimento da história. As cenas de ação podem não ser tão impactantes quanto as produzidas por J.J, mas Justin Lin não fica tão atrás e proporciona um momento orquestral da Enterprise e sua tripulação em ação ao som de Sabotage, dos Beastie Boys.

E sim, Trekker. Leonard Nimoy foi lembrado com muito carinho por Justin Lin com uma cena que emocionará o mais durão dos fãs. O filme é uma grande homenagem aos fãs de Star Trek que se lembrarão de episódios inesquecíveis da série clássica.

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A mensagem final é simples: não desista de Star Trek, pois Justin Lin nos mostrou um futuro promissor para franquia. Novos tempos áureos podem estar por vir.

Com humor leve, saídas inusitadas e pitadas de ciência, Star Trek: Sem Fronteiras entrega o melhor de Justin Lin e seus roteiristas. É sem dúvida um dos melhores filmes do gênero no ano, quiçá, o melhor filme da nova franquia.

Em Star Trek: Sem Fronteiras, Chris Pine (Kirk), Zachary Quinto (Spock), Zoe Saldana (Uhura), Karl Urban (McCoy), John Cho (Sulu), Anton Yelchin (Chekov), Simon Pegg (Scotty) retornam como a tripulação da Enterprise. Sofia Boutella (Kingsman – Serviço Secreto) também está no elenco. Justin Lin (Velozes e Furiosos) dirige o filme.

Star Trek Sem Fronteiras chega aos cinemas em 1º de setembro.

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Will Brandini Um urso, discípulo de Zé Colméia, assaltante de pipoca de cinema que tenta falar nerdices com alguma autoridade enquanto foge do Guarda Smith.