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Independence Day O Ressurgimento – Will Smith Faz Falta, Mas a Treta Compensa

Independence Day O Ressurgimento – Will Smith Faz Falta, Mas a Treta Compensa

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Dar sequência aos títulos célebres quase nunca é uma má ideia. Havendo história, que haja filme. Mas será este o caso de Independence Day O Ressurgimento?

O longa começa vinte anos após o primeiro filme. Encontramos a Terra unificada e em paz, que se desenvolveu graças à tecnologia deixada pelos aliens no confronto de 1996. Detalhes aqui e ali nos mostram que os invasores se espalharam pela Terra e que batalhas foram ganhas e perdidas durante os anos. Mais que isso, agora a humanidade está pronta para uma nova invasão que, claro, chega com tudo.

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Sem nenhum compromisso com a realidade e abusando das frases de efeito, o longa deixa claro que não quer se levado a sério. E nem precisa. Americanóide do início ao fim, takes repletos de destruição e um clima de “ei, que engraçado esse absurdo”, Independence Day, estruturalmente falando, está mais para um reboot da versão noventista do que para uma continuação.

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Salvo um ou outro personagem que tinha o que oferecer (ainda que a sua maneira), como o ex-presidente Whitmore (Bill Pullman) e o cientista David Levinson (Jeff Goldblum), a impressão que se tem é de que os conflitos individuais do núcleo mais jovem, como o do trio principal de pilotos, Jake (Liam Hemsworth), Patricia (Maika Monroe) e Dylan (Jessie Usher), enteado do Capitão Steve Hiller (Will Smith), mal conseguem temperar a trama. O que poderia ser um interessante caso de perdão entre amigos, se tornou uma meia-tensão amorosa ao melhor estilo “Malhação”. Mas, vá lá…

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A tentativa de expandir um universo que não foi pensado para isso é nobre, mas difícil de ser comprada. Em algum ponto surgem dicas de que nem todos os aliens são ruins, o que pode significar que o próximo filme (se houver) se passará inteiramente no espaço.

Como todo bom filme de Roland Emmerich, Independence Day é, no fim das contas, uma excelente desculpa para mostrar cenas de destruição cada vez maiores e mais criativas, e de quebra bradar aos quatro ventos o egocentrismo norte-americano.

Presidentes badass que salvam o mundo duas vezes à parte, o longa tem lá seus bons momentos e abre interessantes brechas para o futuro da franquia. Will Smith (que aparece, mas não aparece) faz falta, mas os etês e o suspense compensam.

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Independence Day O Ressurgimento estreia dia 23 de junho nos cinemas.

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Pedro Ivo "Uma vez eliminado o impossível, o que sobrar, por mais improvável que pareça, só pode ser a verdade."