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Resenha: Rua Cloverfield, 10

Resenha: Rua Cloverfield, 10

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Em 2009 fomos apresentados a um misterioso filme, em que um grupo de jovens tem a sua festa interrompida devido a invasão de um monstro gigante. Era Cloverfield – Monstro, uma produção menor da Bad Robot (produtora de J.J. Abrams) que teve um retorno surpreendente do público. A sequência nunca veio… Quer dizer, veio, mas como um “parente distante”. 

Acompanhamos o filme sob a ótica de Michelle (Mary Elizabeth Winstead) que, após abandonar o namorado, foge de carro e sofre um acidente. Quando acorda, se vê presa no bunker de Howard (John Goodman) que alega ter salvo a sua vida e que o mundo está sob ataque. Junto com eles está Emmett (John Gallagher Jr.), também refugiado.

A grande brincadeira aqui é o clima de “E se…?”. Nunca é explicado ao público exatamente o que está acontecendo. Assim como Michelle, o expectador também não entende o que está acontecendo. E é assim que o clima de suspense, mistério e incerteza se contrói.

“Aconteceu mesmo um ataque? E se não aconteceu? E se aconteceu, estou mais segura aqui dentro ? Há um monstro lá fora ou estou presa com um aqui dentro?” – são pensamentos que levantamos junto com Michelle.

O jogo de interpretação entre o elenco é incrível. Destaque para Goodman que em vários momentos nos mostra um misto de tristeza e paranoia exacerbada. E a heroína composta por Winstead tem força para manter a atenção do expectador. Isso tudo somado à ótima direção de Dan Tratchenberg, é diversão garantida para quem curte roer as unhas na frente da telona.

Embora fosse legal ver uma ligação mais direta com o primeiro Cloverfield, o longa funciona bem em si.  As semelhanças entre ambos estão só nos pretensos mistérios causados pelos seus lançamentos. O clima de suspense psicológico lhe dá uma identidade própria, tudo isso amparado por uma ótima trilha sonora e o clima claustrofóbico estampado nos grandes olhos castanhos de Winstead.

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Beto Menezes Com grandes poderes, sempre vem grandes diversões