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Crítica – A Volta Triunfal de Demolidor
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Crítica – A Volta Triunfal de Demolidor

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Demolidor temporada 2

Diz o ditado: Em time que está ganhando não se mexe. Essa é a primeira impressão que se tem ao assistir os sete primeiros episódios da segunda temporada de Demolidor, cedidos ao Republika Pop pela Netflix.  A série não inova, mas entrega GRANDES e agradáveis surpresas pelo caminho.

Acompanhamos um Matt Murdock (Charlie Cox) mais estabelecido, experiente e cuidadoso, que parece (só parece) pensar duas vezes antes de chutar bundas entre os becos de uma Nova Iorque cada vez mais dividida em relação aos mascarados. Boa parte da tensão da trama gira em torno da opinião pública sobre os vigilantes que está longe de um consenso.  Reflexo direto não só da temporada anterior, como os eventos mostrados em Vingadores.

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E é neste clima de instabilidade que surge o Justiceiro, desequilibrando a balança com seu método extremista de combate ao crime organizado. Sinceramente, não sei se Frank Castle chega a roubar a cena, conforme os rumores apontavam, mas os fãs podem ficar tranquilos. Jon Bernthal está impecável no papel do anti-herói. O cara protagoniza as melhores cenas do embate moral entre Justiceiro e Demolidor, e está tão bem construído e equilibrado que até a alma mais pura se pega apoiando sua visão distorcida da realidade.

Elektra

Já a provocante Elektra (e toda sua ambiguidade) é a gota d´água que faltava para instituir o caos na vida dupla de Murdock e nos ajuda a compreender mais sobre a formação heroica do Homem Sem Medo. Falar dela aqui pode estragar demais a brincadeira, mas digo: Embora alguns fãs mais ferrenhos possam discordar, Élodie Yung convence no papel da heroína.

A série traz referências para a gente entender?
Traz. E algumas bastante surpreendentes, que podem mudar o rumo da coisa toda.
Está bem integrada aos filmes e outras séries da Marvel?
Fica relax que tá, sim. O bom trabalho continua.

Bom, só que nem tudo são flores, né? A série começa engasgada e demora para engrenar. O ritmo oscila mais que o necessário para reintroduzir o expectador à atmosfera pesada de Hell ́s Kitchen e à corrida entre gangues e chefões da máfia para se estabelecerem após a prisão do Rei do Crime. A pegada pé no chão da série ainda precisa de retoques, porque na maior parte do tempo é difícil acreditar que Hulk, Ultron, Thor e Demolidor coexistam no mesmo espaço-tempo.

demolidor-acorrentado

Apesar dos pesares (que são poucos), Demolidor surpreende mais uma vez com uma trama regada a conflitos morais importantes, ação extrema e um realismo cirúrgico, que não desencanta a mitologia de um genuíno super-herói da Marvel. É definitivamente a obra que consolida de uma vez por todas a parceria entre a Marvel e Netflix.

A segunda temporada de Demolidor estreia dia 18 de março na rede de streaming.

Pode comemorar! O bagulho é doido. 😀

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Pedro Ivo "Uma vez eliminado o impossível, o que sobrar, por mais improvável que pareça, só pode ser a verdade."