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Deadpool: Um Filme Especialmente Feito Para os Fãs

Deadpool: Um Filme Especialmente Feito Para os Fãs

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Eis aqui a prova da perseverança. Pois desde que interpretou o personagem naquele passado distante de X-Men: Origens – Wolverine, Ryan Reynolds sempre lutou para levar Deadpool às telas em um filme solo.

E foi uma luta árdua, onde todos diziam que o humor ácido e extremo do personagem nunca iria ser levado às telas de forma satisfatória até que, após o sucesso de um curta no youtube, Reynolds conseguiu sua chance.

DEADPOOL

E ele a agarrou com unhas e dentes, e por incrível que pareça com tudo que um fã do mercenário tagarela queria: humor ácido, violência extrema mas por incrível que pareça nada gratuita. Tudo é justificado pelo insano modo de como Deadpool vê o mundo. É como se a HQ tivesse ganhado movimento, com direito a quebra da 4ª barreira e tornar o espectador parte da brincadeira.

A história do filme é incrivelmente simples, e está aqui puramente para dar um norte ao espectador. Como o trailer já fez questão de mostrar, esqueça o personagem que lutou ao lado do Wolverine (e sim, o filme também brinca com isso). Wade Wilson descobre que está com câncer terminal e se submete à um experimento de mutação para se curar. O que ele consegue, mas acaba com um péssimo efeito coletaral. Agora cabe à Wilson correr atrás da cura e de vingança contra os responsáveis pelo experimento.

DEADPOOL Wade Wilson (Ryan Reyonlds) and new squeeze Vanessa (Morena Baccarin) trade some pointed barbs, in DEADPOOL. Photo Credit: Joe Lederer TM & © 2015 Marvel & Subs.  TM and © 2015 Twentieth Century Fox Film Corporation.  All rights reserved.  Not for sale or duplication.

Apesar da ação ter um ótimo ritmo, com sequências muito bem coreografadas, a força do filme mora no roteiro e nos excelentes diálogos. O humor do filme já estava bastante definido pelos materiais de divulgação, mas Rob Liefeld deve ter ficado muito inspirado de ver sua criação ganhar as telas, pois escreveu um roteiro em que nada e nem ninguém foi poupado das piadas.

Sobrou para o próprio estúdio, o próprio Reynolds, a franquia dos X-Men, filmes de ação e clássicos dos anos 80. Além das piadas de sexo e de humor pesado, o filme também brinca com arquétipos que estão na moda, como ter atores britânicos fazendo vilões.

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E a Fox aproveitou para dar uma expandida no seu universo mutante dos cinemas, utilizando personagens e a mansão Xavier. Mas tudo até de maneira que não atrapalha e nem soa forçado. Pelo contrário, o roteiro até brinca com os atuais reboots e viagens temporais que aconteceram no último filme.

O filme só tem uma regra. Esqueça a história e não perca seu tempo tentando entender as maluquices de Wilson. A ordem aqui é sentar e curtir a viagem louca. Se você é fã do personagem, vai ficar muito feliz. Se não for, vai se tornar após assistir.

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Beto Menezes Com grandes poderes, sempre vem grandes diversões