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Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força – Resenha COM SPOILERS

Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força – Resenha COM SPOILERS

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Nesta resenha de Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força, vamos debater alguns assuntos que conduzem a trama e os acontecimentos do filme, pontos chave deste episódio. Esta resenha está recheada de SPOILERS, por isso, leia por sua conta em risco.

Antes de mais nada, devo dizer como foi assistir a esse filme, uma sala lotada de fãs e meu coração a mais de mil por hora, lágrimas de um fã que entrou numa fonte da juventude jorraram ao ver tudo que queria em um filme só, sim, além de spoilers, essa resenha “contem muitos feels”.

Essa também é uma resenha complementar, não se esqueça de ler a Resenha sem Spoilers, onde procuro situar o universo sem explorar muito a trama.

Poe Dameron no cockpit da sua X-Wing
Poe Dameron no cockpit da sua X-Wing

Começamos em Jakku, mais um planeta deserto em uma galáxia muito distante onde conhecemos Poe Dameron, o melhor piloto que a Aliança Rebelde tem, mas ainda não é a hora de vermos ele voando, mas toda vez que ele voa, estamos na ponta da cadeira. E ele está em busca de algo que pode mudar o rumo do momento político em que vivem, a localização de Luke Skywalker.

Como já acompanhamos em diversas sagas, o lado negro é tentador e muito presente, e enquanto Luke treinava uma nova ordem jedi, um de seus mais proeminentes aprendizes, Ben Organa Solo (estou chutando o nome aqui), seu sobrinho, que óbvio é filho de Leia e Han. Além disso, o pouco que sabemos é que ele sucumbe ao lado sombrio da força e mata toda a nova ordem jedi, levando Luke ao isolamento.

Lembrem-se, tudo que acontece em “O Retorno de Jedi”, por mais importante que tenha sido, aconteceu em uma sala, na gigantesca estrela da morte. Tudo que se sabe é o que é propagado pelo caído Império, Luke matou o imperador. Ou seja, todas as histórias não passam de lendas. Mas antes de falar de lendas, voltemos aos personagens.

Finn em conflito
Finn em conflito

A dualidade das histórias é trazida com breves mas competentes explicações explicações, uma sucateira abandonada (Rey) que sente fazer parte de algo maior, mas é mostrada magistralmente em diversos planos que ela em questão de tamanho, é quase que insignificante, um Stormtrooper renegado (Finn) que questiona até mesmo a injustiça de fazer parte de um processo, como se tornar peça da Nova Ordem simplesmente por ser retirado dos braços da sua família, e por falar em família, temos o vilão do filme. Kylo Ren, nascido na luz, tentado pela escuridão tinha tudo para alavancar o lado da Luz da força.

FN-2187 é realmente especial, tirado de sua família pra se tornar um Stormtrooper, e chocado em sua primeira missão, ele decide fugir da batalha e de tudo, mas pra isso precisa de um piloto, é quando o recém capturado Poe Dameron entra em cena com ele, e o batiza de Finn. O medo, insegurança o fazem buscar algo além, mesmo sem saber o que, mas ele se mantém fiel aos seus princípios e decide ajudar a Rey no momento em que a mesma cruza seu caminho.

Kylo Ren
Kylo Ren

Temos agora uma situação delicada, sempre tivemos vilões bem definidos, na saga original tínhamos Darth Vader (a frente do imperador), e agora temos Kylo Ren, um aprendiz de jedi, levado pelo lado sombrio da força e filho da Leia e do Han Solo, e a dualidade deste personagem vem do fato que ele não quer a luz. Ao contrário de todos os famosos jedis que lutam contra o lado sombrio, Kylo deixa claro que a tentação no caso dele, naquele momento, vem da luz e a resolução disso é de marejar os olhos, nos levando ao que seria a cena mais triste e poética do filme, a morte de Han Solo.

Tentando trazer de novo o filho pra luz, Han o confronta o convidando para voltar, eis que ele com sinceridade em suas palavras diz que está tentado, mas que precisa da ajuda do pai para se livrar da tentação. Acreditando na redenção do filho, Solo se aproxima e no momento que a arma da Nova Ordem termina de absorver a energia do sol, no momento em que a luz se vai, Ben Organa Solo deixa de existir, cobrindo com as trevas a vida de Kylo Ren e matando Han Solo.

Pronto, você precisa de um motivo para odiar o novo vilão da saga? Aí está, e essa ação resolve vários problemas, não depender mais de Harrison Ford, a passagem da tocha pra nova geração, e o fortalecimento do vilão, como o cara que matou um dos seus personagens favoritos.

E o Despertar da Força?

Bem, é claro, pessoas começariam a sentir que a força estaria de volta, Luke afastado, e seguindo a profecia, a força vai sempre buscar o equilíbrio, e é então que a força se manifesta na Rey, que combinando seus instintos, desespero e tudo que ela havia passado, consegue combater Kylo Ren (ferido e abalado), combinando suas técnicas de luta com o instinto recém adquirido pela força que nela despertou.

Rey Star Wars
Rey Star Wars

Rey vem de um conflito interno, um abandono, a entrada de uma figura importante na sua vida e o chamado pra aventura presente em muitas histórias. Mas ela se posiciona como forte e sobrevivente, se colocando diante do perigo e da aventura, e negando ajuda antes mesmo dela chegar, quando espanca dois mercenários no posto de trocas de Jakku.

O filme gira em torno da volta da força tendo como elemento condutor, o isolado Luke Skywalker, e o cenário é bem estabelecido, a Nova Ordem parece muito mais poderosa e assustadora que o Império e suas ações repercutem literalmente por toda a galáxia. E personagens secundários executam bem seus papéis de conduzir a trama para os principais.

Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força, lida com perdas de uma maneira respeitosa, com pequenas conquistas e o chamado do herói como poucos. A cena de abraço entre Leia e Rey sobre a perda de Han Solo é sem dúvida uma das cenas mais honestas e tristes que vi nos últimos tempos, tudo bem que ela carrega uma carga emocional de quase 40 anos vividos pelos personagens e espectadores, mas foi de uma gentileza e delicadeza.

A língua inglesa tem um termo que se chama closure, onde aquela sensação de estar completo finalmente chega, mas isso ligado a relações e relacionamentos. E é o que o fim do filme nos dá. O encontro da perdida Rey com aquele que não quer ser encontrado se resume no silêncio, olhares e pra nós, platéia, o sentimento de closure, que seria um encerramento, mas com algo que queríamos e precisamos e não um fim por si só, o encontro com Luke Skywalker, sem uma palavra ser trocada é o encerramento que esse filme precisava.

Mesmo com clichês e coisas retiradas diretamente das franquias clássicas, o filme choca e arranca suspiros de todos os fãs, e é tão bem executado, que deixaria a pessoa mais fora de sintonia com o universo de Star Wars empolgado com a história ali representada.

Esta resenha foi escrita embebida em lágrimas e ao som da trilha oficial do filme no Spotify: Clique aqui para ouvi-la

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Carlos Vivacqua Criado em um laboratório por motivos de puro luxo e inveja, Vivacqua tornou-se o inventor da internet e em seguida da primeira máquina do tempo.